Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Escarlate-(25)-As nuvens do céu azul

 Na manhã seguinte, Raid acorda com a luz do sol batendo em seus olhos. Ele espreguiça-se e olha em volta, vê Ultor a dormir, mas não vê Danto. Se levanta em seguida e então ouve um som um tanto quanto conhecido por ele vindo do lado de fora da taverna.
 Ao olhar pela janela, Raid tem uma visão que lhe dá um grande orgulho. O cavaleiro tinha visto nada mais, nada menos do que Danto treinado ataques com a sua kataná e com os seus dragões.''Eles fazem mesmo belas cominações...'' Pensou Raid.
 Ao ver tal cena, Raid começa a lembrar de sua infância, mas em suas memórias, não via dragões, não via ninguém ao seu lado,  apenas uma criança e uma espada treinando com uma velha árvore.
 Em pouco tempo, Danto toma um susto com seu treinador chegando de dentro da taverna. Danto então para de atacar e faz um gesto para que os seus dragões parassem também.
 Raid: Garoto, você já tá treinando a essa hora? (Falou jogando um pano para secar o suor)
 Danto: Bom...chama isso de treino? Eu fazia isso sempre quando morava na floresta...(Pegando o pano e secando a testa)
 Raid: Bem, vamos aproveitar que você tá inspirado e vamo logo pra esse trabalho!
 Danto: Mas e o Ultor?
 Raid: Ele deve se virar, afinal, ele é um bom espadachim, não é? Além do que ele é um homem livre e deve seguir o seu caminho de agora em diante.
 Danto: Bem... se você diz...
 E então seguiram a trilha que a mulher dissera que deviam seguir para chegar até o local do trabalho. Levaram cerca de quatro horas para chegar até uma parte aberta da floresta onde podia-se ver uma rocha relativamente grande no centro do local além de várias raízes mais escuras, essas eram as ervas que a mulher se referia.
 Raid: Ok, vamos encher logo o saco que ela nos deu e terminar logo pra poder voltar pro acampamento da Eliza!
 Danto: Nem precisa falar!
 Ambos começam a colher as raízes rapidamente, mas sem pressa, pareciam estar se divertindo. Podia-se ver sorrisos nos rostos dos dois e dos dragões que brincavam enquanto colhiam as ervas.
 Após terminarem de encher o saco, sentam e descansam por um tempo, sentado na grama, Danto resolve deitar-se e observar as nuvens. Raid o acompanha e observa-as também.
 Raid: Garoto...você é de mais...
 Danto: Ah...você também é bem legal também!
 E ambos voltam a observar o céu que os banhava.
 Raid: É sério, Danto... faz muito tempo que não me divirto tanto com alguém assim...
 Danto: Relaxa, é pra isso que os amigos servem!
 Raid: Danto...você se impressionou com o quanto o Fred cresceu, mas você também amadureceu bastante nesses últimos dias...
 Danto: Você acha? Sei lá...
 Raid: Isso é mu-
 Antes que Raid pudesse completar a sua frase, é interrompido pelo rugido de um dragão. O cavaleiro olha para cima e então vê um grande dragão azul de cerca 7 metros de tamanho desde a sua cabeça até a ponta de sua cauda e com enormes asas de cerca de 20 metros de envergadura.
 Raid: Cuidado!
 Raid então salta e agarra Danto levando-o para uma distância segura. Em seguida o dragão lança uma baforada de fogo que quase atinge em cheio os dois, mas erra devido a ação anterior de Raid.
 A criatura então descende e pousa na rocha que encontrava-se no centro do local ao encolher as suas asas. O dragão olhava com um olhar penetrante e decidido aos dois guerreiros que encontravam-se nos territórios do flamejante monstro azul alado.
 Danto: I-isso é um...DRAGÃO!!!
 Um dragão, o primeiro da aventura, uma criatura mítica lendária que sempre atormentou os sonhos e os pesadelos de muitos homens, essa era a criatura que os cavaleiros iriam enfrentar, mas, o quão difícil podia ser esta batalha?
     

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