Sokonei estava de joelhos esperando a sua execução. Após alguns instantes com a lamina da caçadora em suas mãos, Raid, com uma sombra sobre o seu rosto, finalmente faz algum movimento, mesmo que seja, este movimento o de ganhar um pouco mais de impulso para fazer o que a caçadora o pedira.
Com a lamina da bela espada nas mãos de Raid em movimento de queda, era criado um vulto dourado proveniente do brilho dos entalhes em ouro daquela espada, que, ao descender visava diretamente o pescoço da mulher.
Enquanto a espada se movimentava, as memórias de Sokonei passavam pela mente dela fazendo-a lembrar de seus bons e maus momentos enquanto vivia. Uma tímida lágrima decaia até a grama, representando o último sentimento que a guerreira sentiria em toda a sua vida. A lágrima decaia ao chão, assim como o sol decaia para que a lua se ascendesse ao céu.
Porém, após esta ultima lágrima cair ao chão, outra coisa também atingiu um ponto próximo à este primeiro. Após este segundo objeto, mais uma lágrima caiu e muitas mais a seguiram. Sokonei então percebe que a sua vida ainda não haveria sido tirada, abre os olhos e então olha para o lado e descobre: aquele objeto que decaia ao chão assim como as suas lágrimas era, nada mais, nada menos, que a sua própria espada, que tratara de não atingir nem mesmo um fio de cabelo dela própria.
Raid: Se você queria morrer honradamente, me desculpe, mas eu não posso ajuda-la, pois, eu já não sou mais um cavaleiro real. A pior coisa para uma guerreira do império seria morrer pelas mãos de um cavaleiro renegado empunhando a sua própria espada...
Sokonei:...M-Mas...
Raid: Olha só: eu não tenho motivo pra executar você, Sokonei, por mais que você tenha sido nossa inimiga, isso foi apenas por acaso, te reconheci quando ouvi o seu nome, você é uma das melhores caçadoras dentro dos limites do reino de Rarsenal, a coroa não poderia perder uma ótima mulher como você, portanto, não posso te matar.
Sokonei: Sir Senka... obrigado...
Danto: Raid...
Um sorriso nasce no rosto, agora erguido, da caçadora, que recebe ajuda de Raid para se levantar, e recupera tanto o seu arco, quanto a sua espada.
Danto também não podia deixar de sorrir, na verdade ele nem sabia o real motivo, mas, parece que o fato de poupar uma alma o alegrava.
Sokonei: Mas... Sir Senka, você tem razão sobre isso?
Raid: Sim, com certeza, você é a inspiração de várias guerreiras e guerreiros do reino, não posso simplesmente apagar você da história por via de um mau entendido, mas, você vai deixar a dragão, certo?
Sokonei: Claro, se você pretendente deixa-la viver, que assim seja.
Raid: Obrigado, mas...
Raid, abre a sua mochila e pega uma bandagem de primeiros socorros e joga-as para que Sokonei pegasse.
Raid: Se quiser, pode fazer um curativo para estancar esse sangue.
Sokonei: Obrigado novamente!
Raid: Certo, Danto, vamos voltar para aquela rocha e pegar o nosso saco com as ervas que aquela mulher pediu para podermos ser pagos.
Danto: Certo, Raid! Tchau, Sokonei!
Sokonei: Adeus, e que Xoulin guie a jornada de vocês!
Acenando para os dois, Sokonei assovia para chamar o seu cavalo e logo monta-o rapidamente e toma o seu caminho de retrocesso para a sua casa, olhando para trás até não poder mais ver as silhuetas dos dois.
Danto e Raid poem-se a caminhar na direção da rocha e da dragão que eles estavam a proteger até então.
Com o fim da caça o trabalho também chega ao fim, mas, será que haveria um ou mais segredos por trás daquela dragão? O primeiro dos capítulos desta história está, finalmente, se concluindo, mas, o que será que está a aguardar estes dois? Algo do passado de Raid ou Danto poderia assombra-los?
Porra esse demoro
ResponderExcluirFeliz
Fireboy \•
Vc sabe pq, cara...
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