Raid começa avançando até a cavaleira e, passando por cima dela com um grande salto e, em seguida, adentrando na mata.
Stratet: Seu maldito!!!(Voltando-se para as árvores donde Raid acabara de usar para fugir) Soldados! Lutem contra esses que restaram, de forma alguma deixem que a garota escape!! Eu vou atrás do Raid!!
Stratet então adentra na mata atrás de Raid, como uma leoa atras de uma zebra em uma nobre caçada.
Quando então, ou soldados voltam-se para Danto e Eliza, Eliza já estava longe, fugindo rumo à direção oposta a de Raid e, consecutivamente, adentrando na mata.
Seier, sendo a primeira a avistar a maga afastando-se, começa a correr na direção daquela.
Gungsu: Eu vou também!
Preparando o seu arco e apanhando uma flecha, a garota mira e atira na direção da maga. O tiro ia ser certeiro, porém, Eliza vira-se em pouco tempo e defende a flecha com o seu broquel losangular. A arqueira, ao fracassar, resolve correr e tentar ajudar a sua companheira de espada e escudo.
Vate, porém, permanece na clareira com Danto e Safira, era estranho para o semi-samurai ver um homem se auto denominar um guerreiro usando apenas uma harpa.
Ao correr incansavelmente atras de Raid, Stratet via-se em uma mata desconhecida e, de certo modo, sabia que estava sendo levada á uma armadilha criada por Raid, mas, não a restara opção. Porém, em um momento, Raid, sem parar de correr, estende o braço para um ponto que Stratet não conseguia ver devido as arvores, e, em seguida, segue a corrida. A cavaleira, em meio à velocidade e a correria, não conseguira identificar qual era aquele objeto que Raid apanhara.
Logo, Raid para a corrida com um salto e um giro no ar. A amazona, porém, aproveita a velocidade que atingira para executar um estoque com carga com um salto frontal adicionado para aumentar a força de impacto.
Raid, porém, em um rápido movimento, usa os dois objetos que pegara atrás da árvore para desviar o estoque de Srtatet. O poderoso ataque, uma vez neutralizado, deixa a cavaleira muito próxima de Raid. O que, normalmente significa uma desvantagem para um lanceiro, pois, quando muito próximo de seu oponente, torna-se impossível desferir golpes com uma arma feita para combates a uma distância maior.
Agora a lanceira podia ver, eram facas, duas facas nas mãos do ex-cavaleiro real. Este fato agora respondia a pergunta sobre o que o guerreiro fizera sozinho no dia anterior. Ele levara um saco com armas, e, escondera-as em lugares estratégicos da floresta.
Stratet, então, em um rápido movimento, salta para trás e solta a sua lança. Porém, quando a sua mão termina de sobrevoar a haste da lança, Stratet agarra em seu pombo e puxa-a junto libertando a arma da prisão de Raid.
Entrando em sua posição de batalha com as pernas bem abertas e, uma delas voltada para seu oponente e a outra, dobrada em parte, e, voltada para o lado oposto, seu corpo, um pouco curvado, e com um braço estendido na direção de Raid e o outro estendido em parte para o lado oposto, ambos empunhando a lança, um na ponta e o outro próximo à metade.
Raid também entra em sua posição com duas armas, as duas pernas abertas, porém, agachado e com os braços estendidos um para cada lado.
Raid: Aqui. É aqui que nós vamos começar a nossa luta, Stratet!
Stratet: Hmm...Interessante...Como o esperado de você, Raid. Deve ter escondido armas pela floresta durante a noite passada... E agora, selecionou um lugar onde eu fique em desvantagem por causa da minha arma. Você já foi melhor, sabia?
Raid: Diga o que quiser...
Stratet: Certo, se é assim que você quer, é assim que eu vou te derrotar!
Eliza fugia perante a mata com duas guerreiras a sua caça. Enquanto corria, deixara o seu broquel nas costas para aumentar a velocidade de corrida. Logo, depara-se com um rochedo, uma grande barreira feita de grandes pedras. Eliza usa da sua magia de vinhas para ergue-la até o topo. A maga continua a distanciar-se mesmo acima do rochedo. Ao deparar-se com o obstáculo, Gungsu e Seier põe-se a se perguntar como ultrapassa-lo, sem mesmo arar de correr.
Gungsu: Senhora Seier, acho que posso escalar aquele cipó deixado pela magia dela! E você?!
Seier: A minha armadura somada com as minhas armas tornam impossível que eu suba, portanto, vou te servir de apoio e você vai ter as minhas ordens de trazer aquela mulher viva, está claro?
Gungsu: Entendido!
A escudeira, ao chegar na a base do rochedo, abaixa-se e deixa o seu escudo como um apoio para que a arqueira pudesse subi-lo e agarrar no cipó deixado por Eliza. Gungsu consegue subi-lo sem dificuldade mesmo com o seu grande arco em mãos e a cesta cheia de flechas nas costas.
Ao chegar no topo, Gungsu depara-se com uma vasta planície, porém, esta mesma estava repleta de rochas que tornavam o terreno muito complicado. Não muito longe de onde se encontrara a jovem, avista a maga sobre uma rocha maior do que as de mais. Gungsu avança até chegar a uma distância apropriada para que pudessem conversar.
Gungsu: Eu sou Gungsu! Uma mercenária novata contratada pela Lady Stratet para ajuda-la nesta batalha!
Eliza: Nossa! Você até que é bem educada pra uma mercenária, e ainda mais pra uma criança!
Gungsu: O-Obrigada...Mas eu não sou uma criança! Certo, te dou uma última chance, vai desistir e vir comigo, ou vou ter que lutar com você?
Eliza: Não gostei da primeira opção... então...(sacando o seu belo broquel)
Gungsu: Aff... Podia ser do jeito fácil, mas não né...? (preparando o arco)
Danto empunhara a sua lamina, agora erguida de frente para o misterioso bardo. Vate, observava Lezvie atento, quando, saca a sua harpa e, com um olhar relaxado e calmo, põe os seus dedos nas cordas da harpa começando a tocar uma melodia calma e serena, que poderia acalmar qualquer criatura que pudesse a ouvir.
Vate: Um garoto tão belo como você e com uma arma ainda mais bela e exótica, merece uma bela canção, não concorda?
Danto: O que?! Mas...? O que você pretende fazer com essa harpa?!
Vate: Prazer em conhece-lo, meu nome é Vate, mas acho que já sabe disso, certo? Em todo caso, sou um bardo comum que vive na cidade de Boarusey. Sou apaixonado por armas e me fascinei pela sua estranha espada. Que tal lutarmos e você pode me mostrar como ela é usada?
Danto: V-Você pretende lutar sem arma alguma?
Vate: Mas é claro que não, não vê este belo instrumento musical em minhas mãos? Minha harpa também pode ser usada como um objeto letal!
Danto: Você quer Lezvie?! M-Mas...
Vate: Que tal uma aposta? Se eu ganhar fico com a sua espada estranha.
Danto: Tá... Mas... e se eu ganhar?
Vate: Bom...te darei um enorme prêmio! Uma arma tão rara como a que está em suas mãos!
Danto intrigara-se com a ideia de uma arma como Lezvie. Após pensar por alguns instantes, Danto se lembra de uma das lições que aprendera com Raid:"As vezes, arriscar pode ser o melhor a fazer e pode te dar um enorme prêmio". Com isso em mente, Danto convence-se de que tem capacidade suficiente para vencer aquela batalha, alias, estava com seus dragões, e ainda Lezvie em suas mãos!
Danto: Eu aceito!
Agora os campos de batalha estavam prontos. Danto vs Vate, Eliza vs. Gungsu e Raid vs. Stratet. Uma grande batalha estava para começar. Será mesmo que a harpa de Vate possuía tamanho poder? Qual será a habilidade da arqueira Gungsu? Pensando bem qual será o verdadeiro poder da dama Eliza? E Stratet? Sua lança em desvantagem em relação ao local fechado pelas árvores poderá atingir qual patamar de poder? E Raid? Será que vencerá a cavaleira no final de tudo? Será que facas eram as únicas armas que ele haveria preparado?
A batalha era tão incerta quanto a vida. A única coisa que podia ser prevista era a grandeza daquela épica disputa de força, habilidade, inteligência e coragem.jj

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