Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Escarlate-(45)- Flechas jogadas aos céus.

 Eliza ainda deixava a sua espada guardada. Sua posição de batalha era um tanto quanto estranha. Apenas ficava em pé, com o lado esquerdo do corpo, onde empunhava seu broquel, voltado para a sua oponente.
 Eliza: Bom, você pode começar.
 Gungsu permaneceu quieta. Após alguns segundos, a arqueira então saltou para traz e, após pular cerca de 10 metros da maga, lançou uma rápida flecha que visava a barriga do alvo. Eliza, porém, consegue visualizar o ataque facilmente e, em questão de frações de segundos, defende a flecha com o seu broquel.

 As sobrancelhas de Gungsu se franzem, e, em seguida, com alguns rápidos passos, contorna a oponente, encontrando-se desta vez a 3 horas de Eliza. Gungsu abaixa-se e dispara mais uma de suas flechas, desta vez visando o braço direito de Eliza.
 A dama de cabelos ruivos gira seu braço esquerdo e bloqueia com seu broquel o ataque da sua oponente. Em seguida, Eliza estende a sua mão esquerda para traz, e, na palma da sua mão, parecia que o ar girava muito, criando uma esfera. Em seguida, Eliza lança esta esfera como se fosse uma arma de projétil.
 Eliza: Earo!!!
 Gungsu: Mas o quê?!
 A esfera começa então a avançar rapidamente em direção de Gungsu. A arqueira, em um rápido movimento, se esquiva com um rolamento lateral, e, salva do ataque da sua oponente, lança mais uma flecha, desta vez visando as pernas de seu alvo.
 Eliza, desta vez, agacha-se para poder defender o ataque, porém, quando percebe, Gungsu já havia avançado consideravelmente e lançado mais uma flecha. Eliza a defende novamente. Agora, Gungsu já estava a menos de 10 metros de Eliza, se mais flechas fossem atiradas, a dama de roupa azul não conseguiria bloquear dependendo de onde a arqueira mirasse.
 E foi exatamente isso que a garota pensou. Com mais uma flecha rápida que tirara de sua aljava e, novamente disparava mais um tiro visando a cabeça de Eliza. A dama de azul, consegue defender este tiro, mas, por muito pouco, porém, quando Eliza defende este ataque, Gungsu já havia atirado mais uma vez, desta vez, visava o próprio broquel de Eliza.
 O impacto, desta vez, abrira a guarda da feiticeira, uma vez que a flecha jogara o braço protegido de Eliza para o lado. Agora, Gungsu mirava novamente na barriga da dama de azul. O disparo fora bem efetuado, a flecha avançava rapidamente , porém, quando a flecha parecia que iria acertar, ela apenas arranca alguns fios do belo e vermelho cabelo da ruiva.
 Eliza desviara a cabeça pouco antes de ser acertada. Porém, antes que a sua oponente pudesse revidar, Eliza avança na direção de Gungsu, e, conjurando uma de suas magias durante os poucos passos necessários para chegar até a garota de cabelos roxos, ganha impulso para o punho esquerdo, como em um soco.
 Eliza: Atsu...KAU!!!
 O punho da maga azul então é recoberto de rochas, e, em seguida, Eliza lança um ganço contra o rosto da arqueira de cabelos roxos. O dramático impacto iluminado pela luz do sol, certeiro na barriga da garota, joga-a para longe novamente. O arco da jovem é arremessado aos céus assim como as suas flechas são jogadas para o ar em múltiplas direções. Ao cair, Gungsu sofre ainda mais danos das rochas que entra em contato no chão.
 Caída no chão, Gungsu não pode deixar de observar o belo céu que estava a iluminar a luta da mercenária.
Aquele belo sol, uma esfera de luz branca que brilhava muito intensamente junto as tímidas nuvens brancas que compartilhavam o céu.


 Eliza, após avançar um pouco mais, desta vez, com a guarda baixa, olha para a sua oponente caída.
 Eliza: Então... Eu quero algumas informações.
 Gungsu: Hã? Como assim? Que tipo de informações?
 Eliza: Eu quero saber qual é o motivo da rainha querer o Raid de volta como cavaleiro real. Você sabe, não sabe?
 Gungsu: O... O motivo? Olha, mesmo que eu soubesse, não iria te contar...!
 Eliza: Ah, tudo bem, você não deveria saber mesmo...Não faz mal...Enfim, você vai querer parar agora?
 Gungsu: Como.... Como assim?
 Eliza: É que eu não gosto muito dessa coisa de lutar, sabe? Então, se você desistisse e fosse embora, seria muito mais agradável.
 Gungsu: Nunca!
 A garota, com muita dificuldade, se levanta enquanto Eliza a observa. A jovem garota, por mais que não possuísse um único ferimento com sangue exposto, ainda sentia uma alta dor em sua cabeça e nas suas costas.
 Gungsu: V-Você é uma maga...azul?!
 Eliza: Sim, sou. Então você conhece alguma coisa sobre magia?
 Gungsu: Um pouco... Mas, também sei que a magia azul é uma arte banida no nosso reino!
 Eliza: É, mas não importa já que não estamos dentro de nosso reino, certo?
 Gungsu: Como...como você aprendeu uma arte como a magia azul? Nunca vi e nem ouvi falar de alguém que a domina-se. Achei que fosse uma lenda....
 Eliza: Como eu aprendi? Isso é um segredo. Mas, me diga mais uma coisa: Já que você não tem mais seu arco, como pretende continuar lutando?
 Gungsu: Quer mesmo saber...?
 Gungsu então saca uma das ultimas flechas que ainda restavam em sua aljava. Com a flecha em sua mão, a arqueira, avança na direção de Eliza tentando acerta-la com a flecha em um movimento desesperado.

 As nuvens no céu, assim com as rochas na terra, observavam cada momento daquela batalha. Eliza não esperava por tal movimento da arqueira. O que será que pode acontecer a seguir? Flecha ou escudo? Físico ou magia? Qual destes pode se tornar o campeão? Qual deles será o último a receber o esplendor das luzes do sol?

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