A dramática imagem finalmente é congelada. Gungsu havia estendido a sua mão ao máximo. O espartilho de couro vestido por Eliza havia sido perfurado. Porém, a barriga da mulher ruiva permanecia intacta. Eliza estava a segurar a flecha pelo seu cabo com a sua mão direita.
Pressionando o projétil com força, a dama consegue quebrar a flecha nas mãos da sua oponente. Gungsu se apavora ainda mais do que já estava e, em poucos segundos, afasta-se correndo. A arqueira, porém, devido à pressa, acaba tropeçando em uma das rochas que formavam o desnível do terreno.
Gungsu, bamba, se levanta mais uma vez. Porém, quando consegue restabelecer-se de pé, Eliza já estava prestes a lançar uma magia na sua direção. Earo, a magia de vento que a dama usara anteriormente era arremessada na direção de Gungsu.
A arqueira, por mais machucada que estivesse, finalmente recuperava a calma e mantinha-se ágil. Com uma pequena corrida para a esquerda, como se estivesse a contornar a maga azul. Desta vez tomando cuidado para não tropeçar e nem ser prejudicada pelo terreno novamente.
Eliza, porém, rapidamente relançara mais uma magia do mesmo tipo. Gungsu, sem intervalo continua a correr em formato de circunferência.Mas Eliza continua recalculando a sua mira e relançando a magia Earo consecutivamente em seu alvo, que, por sua vez, continua a correr de forma a contornar este grande círculo em torno da maga.
Ao correr, porém, a jovem arqueira, avista o seu arco, próximo a sua rota de corrida, e, junto dele, mais uma de suas flechas, outrora espalhadas pelo terreno. Eliza e Gungsu continuaram no mesmo ritmo, até que, suando de um salto, seguido de um rolamento no terreno pedroso, a jovem de cabelos roxos, consegue apanhar seu arco e mais uma flecha.
Neste momento, Eliza, lançara precisamente a sua ultima magia Earo, mas, Gungsu, usando de sua flecha e arco recém recuperados, lança mais um disparo precisamente sobre a magia de Eliza. A flecha chocando-se com o vento, alem de anula-lo, muda o seu curso e ergue-se para o alto.
A feiticeira, então, após calcular a rota da flecha de sua oponente, afasta-se de forma a desviar do projétil. Agora, Gungsu, corria para a sua frente buscando uma nova flecha para poder lançar contra a maga, enquanto que, Eliza, a dama de cabelos ruivos, unira as mãos em um selo para uma conjuração.
Suas mãos entravam então em uma forma em que a união de seus dedões e de seus dedos indicadores formassem um único circulo, enquanto que os outros dedos de ambas as mãos, ficavam apenas estendidos.
Enquanto sua inimiga conjurava a magia, seria o momento perfeito para um disparo de Gungsu, afinal, enquanto um mago está conjurando uma magia, o mesmo não pode se defender. Por isso, Gungsu, ao finalmente alcançar a flecha, prepara um tiro deferente de qualquer outro.
Desta vez, a arqueira se ergueu, entrou na melhor posição que um arqueiro poderia se encontrar. Com as costas eretas, o corpo de lado e a cabeça visando o seu alvo e com uma abertura das pernas de 45 graus. Agora, puxara a flecha até a sua boca, completando a força ideal para um tiro perfeito. E, por fim, os ajustes absolutos da mira eram feitos.
Gungsu: Agora eu te peguei... (como se deixasse escapar os seus pensamentos por sua boca)
Ao momento em que aquela flecha é incrivelmente bem lançada, Eliza termina o seu conjure. Finalmente, o clímax daquela batalha haveria chegado.
Aquela cena parecia acontecer em câmera lenta de tanta tensão. A flecha de Gungsu fora disparada com tamanhã perfeição a ponto de não ser desviada em nem um momento. Esta flecha tornara-se tão rápida que parecia uma águia executando um rápido rasante.
Eliza, por sua vez, após o término de seu conjure, estendera as duas mão unidas com as duas palmas abertas. Cristais de magia azuis começaram a rodear a feiticeira e, em seguida desaparecem no ar. Este era um sinal que é emitido apenas quando uma magia azul de alto nível é invocada. Em seguida, das suas mãos, é lançado um violento lança-chamas de coloração azulada.
Eliza: Ao....IKI!!!!
O enorme golpe flamejante da bela maga de lisos cabelos escarlates, consome e queima por completo a flecha disparada por sua oponente, como uma tempestade de areia englobando por completo o corpo de um nômade caminhando por um deserto.

Após consumir e neutralizar o golpe de Gungsu, a magia não conseguia alcançar a própria arqueira, devido a sua distância. Eliza, porém, não finaliza o seu golpe por aí. A maga azul, então, gira o seu ataque em 360 graus. As chamas consomem quase todo o campo que já fora usado na batalha, porém, não fazem um único dano em Gungsu.
Gungsu ficara impressionada com o poder mágico da sua rival. Aquela enorme chama que consumira o campo. A arqueira apenas se perguntava agora porquê Eliza não acabara de vez com a mesma, ao invés de apenas girar o seu ataque.
Eliza: Está feito. (Começando a se aproximar da garota de cabelos roxos)
Gungsu: Mas, o que está feito?! Eu ainda continuo aqui!
Eliza: Sim, mas, por que não tenta me atacar com uma de suas flechas, em?
Gungsu: Mas, é claro! É só eu pegar uma delas do chão e então....
A jovem mercenária, ao olhar em volta, não via nada além de rochas carbonizadas e restos de suas flechas queimadas e espalhadas pelo campo de batalha. Não havia uma única flecha que ainda pudesse ser usada. "Então foi por isso que ela girou ao invés de me atacar! Maldita!" era o que se passava pela mente de Gungsu neste momento.
Eliza continuava a se aproximar, até que chega a uma distância muito curta de Gungsu.
Eliza: E então? Vai parar agora?
Gungsu estava cabisbaixa, e sentindo uma mistura de raiva, pelo fato de estar com a luta praticamente perdida, e medo, pois não sabia o que Stratet, a sua superior, poderia fazer quanto a essa derrota. Quando finalmente, Eliza chega próxima o suficiente da pequena arqueira, Gungsu, fechando os olhos, com um último ataque, empunha o seu arco com duas mãos como se fosse uma espada e lança um corte vertical de cima para baixo na dama de cabelos vermelhos.
Quando reabre os olhos porém, vê, nada mais que Eliza simplesmente segurando o arco dela com uma única mão e olhando profundamente nos olhos da arqueira com um olhar tão sério que chegava a dar medo. Logo em seguida, Eliza aponta com os olhos para o ponto em que estava segurando com a sua mão.
Diante dos olhos da jovem, porém ingenua mercenária, as mãos de Eliza começão a se envolver em chamas azuis como as de pouco tempo atrás. Estas chamas, portanto, começam a queimar o grande arco da mercenária que, logo em seguida, larga de seu arco.
Após o Arco ser completamente envolto em chamas, Eliza finalmente o solta deixando-o cair no chão. Finalmente, Eliza avança calmamente na direção de Gungsu, porém com o mesmo olhar profundo e amedrontador em seus olhos.
Gungsu estava sem mais recurso algum. Eliza parecia ter finalmente vencido a batalha. Aquela chama azul tinha um poder colossalmente grande. Afinal, qual será o segredo da magia azul? Porque será que ela fora, há muito, banida do reino? Eliza pode ter vencido a sua batalha, mas e quanto a Danto e Raid que estavam agora frente às duas guerreiras mais poderosas do bando de Stratet? O jogo de xadrez ainda não estava completamente vencido. De quem será a vitória no final?
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