Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

terça-feira, 19 de março de 2013

Escarlate-(48)- Os olhos do predador.

 Danto: E-Eu vou venceeeerrrr....(Sua voz se assemelhava á de algum monstro selvagem, era puxada e mais grossa)
 Danto levantava-se lentamente, e, com a sua nova camisa com um furo e uma grande mancha de sangue, empunha novamente Lezvie e, cabisbaixo, apenas segura a lâmina da lua em sua mão direita. A cavaleira coberta por placas de ferro, observa que aquele sangue todo que estava a jorrar do ombro do garoto já havia parado.
 Seier: Mas... Como você se levantou, garoto...?
 Danto: Queime...
 Seier: ...O que?! O que foi que foi...que você disse...?
 Danto: Queime...
 Surpreendentemente, Danto levanta a sua cabeça, e, sem nem mesmo um segundo de intervalo, avança com extrema velocidade na direção da sua oponente. Os olhos do garoto eram algo incrivelmente belo, haviam se transformado de simples olhos humanos, para olhos semelhantes aos de uma ave. Dourados como o ouro mais puro, afiados como a maior das espadas e mais brilhantes do que qualquer joia.
      
 Danto: Todos que ficarem em meu caminho...Queimarão até não restar NADA!!!!!!!!!
 A velocidade do jovem, aumentou em grande escala. Avançava agora tão rapidamente como um falcão a atacar a sua presa vorazmente. O garoto, chegando á sua presa, após atacar violentamente o escudo da cavaleira, com a sua kataná, abre a guarda de Seier. A cavaleira não tinha a capacidade de fazer nada mais do que observar aquela fera selvagem a atacar novamente com sua kataná com um corte vertical descendente.
 Porém, em um movimento nada mais que instintivo da cavaleira, Seier consegue defender o violento ataque do jovem possuído com a sua espada em sua mão direita. Todavia, Danto não parara apenas por isso. O garoto então, após um salto, e, aproveitando a velocidade de sua carga, chuta o peitoral da armadura de Seier.
 Seier: Mas, o quê?!
 O ataque inusitado e feroz, faz com que a cavaleira perca o seu equilíbrio e caia no chão. Danto, porém, com um mortal, recua e cai ao chão preparado para voltar a atacar. E não deixa de o fazer. A fera descontrolada, retorna a avançar ante sua oponente caída.
 Danto: QUEIME!!!!! QUEIME ANTE AO MEU FOGO!!!!!!!
 Seier sabia bem o que fazer. Aquela movimentação rápida era difícil de se acompanhar, e a cavaleira, além de perdida, sentia até um pouco de medo da criatura feroz que o jovem garoto havia se tornado. Danto, chegando perto de seu alvo, salta alto no céu e, prepara a sua lâmina para um golpe de execução com salto.
 Seier, porém, conseguiu analisar o ataque do inimigo e, com um rápido movimento de seu escudo, conseguiu bloquear o violento golpe do monstro espadachim. 
 Seier: Agora eu te peguei!!!
 A escudeira então, move seu escudo pentagonal pra a esquerda, desviando a espada do jovem corrompido. Enfim, a cavaleira estoca o peito de deu oponente com a sua espada de ferro. Danto finalmente, mesmo que por um breve instante, para de se mover.
 Danto: Eu vou... Eu vou queimar você...!!
 Seier: Não nesta vida, seu debial maldito!!
 Enquanto a cavaleira erguia-se novamente, ainda prendia Danto com sua espada, e, ao retira-la do peito do samurai, vê o mesmo afastando-se. Porém, o sangue do jovem não havia começado a se mostrar. 
 Seier: Criatura dos infernos! Banirei-te para Haddina, que é o seu lugar!
 Danto: ...
 Danto, porém, perdera todo o seu instinto de atacar e toda a sua voracidade. Parecia agora estar mais controlado. Desta vez, Seier, convencida de que Danto era um dedial, criatura vinda do reino das trevas de Haddina, sente-se com o dever de mata-lo em nome do seu reino.
 Porém, quando a cavaleira de cabelos negros começa a avançar...
 Voz: Parem os dois!
 A cavaleira ouve esta voz, um tanto quanto familiar para ela. E, pelas suspeitas de que a pessoa que havia falado era a que ela estava pensando, esperou um pouco mais para avançar.
 Danto, porém, também, reconhecia aquela voz. E, após, identifica-la, seus olhos perdem o brilho e fecham-se lentamente. Danto então, volta a si, mas caí exausto conseguindo apenas, dizer quatro palavras.
 Danto: O que...aconteceu... comigo...?
 E o jovem final mente caí na grama aos seus pés. Apenas agora, a cavaleira conseguia perceber como todos os locais onde o jovem haveria pisado após a sua "transformação", a grama estava queimada e em cinzas.

 O que será que haveria acontecido com o jovem samurai? Quem será que pode ser o homem que chegava por entre as árvores? Seier, pela primeira vez na batalha sentira medo, porém, conseguira reagir contra isso fria e profissionalmente. Qual será o nível desta cavaleira?

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