Com um ataque rápido, Seier desfere um golpe violento de corte vertical descendente. Ultor o defende, porém, Seier, ataca novamente com grande velocidade, desta vez, com um corte horizontal da direita para a esquerda, atingindo o peitoral de Ultor, que não conseguira defender-se do golpe.
Seier, então, começa uma sequência de cortes consecutivos. Primeiro, abaixa mais as suas pernas e corta horizontalmente da esquerda para a direita. depois, um estoque preciso no peitoral do oponente. Um um corte vertical da esquerda para a direita e um corte vertical ascendente.
Seier: Não vais escapar!
Ultor: Um homem de verdade não escapa de seus problemas, ele os derrota!
Ultor então, consegue encontrar uma brecha e, visualizando o ataque de sua oponente, um estoque de pressão, defende o golpe, esquivando-se para a esquerda e, com um magnífico giro de sua longa lamina, joga aos céus a espada de Seier, desarmando-a.

Ultor, apesar de estar com rasgos, cortes e algumas manchas de sangue em suas calças de couro e arranhões em seu peitoral de ferro, mantinha a calma e a habilidade, como se não estivesse ferido.
A cavaleira não tirava os olhos de sua espada voadora que agora fincava-se sobre a grama do chão. Ultor, aproveitando também a guarda baixa de sua oponente, agora avança brava e fortemente como um búfalo em carga contra os seus inimigos.
Ultor: E agora, a defesa!
Com um movimento perfeito de seu corpo, Ultor executa uma estocada de pressão, porém, este ataque não visava Seier e seu corpo quase totalmente coberto pela a sua armadura de ferro, mas sim, a parte interna de seu escudo.
Seier: Mas... Isso é...!
A escudeira, tenta girar o seu corpo para bloquear o estoque do espadachim, porém, a velocidade e a precisão de Ultor são tão exemplares que a ponta de sua espada consegue acertar as alças de tecido do escudo de Seier.
Arrebentando as alças de um escudo, não há mais como empunha-lo. Ultor sabia disto durante a luta e agora, ao usar as suas habilidades de espadachim, ele havia conseguido reduzir tanto o poder de defesa quanto o poder de ataque de sua rival para o mínimo.
O hábil espadachim, então, afasta-se e, ao observar a sua oponente, a cavaleira Seier, agaixa-se um pouco e a finca a sua espada no chão para se apoiar. Um pouco ofegante, Ultor finalmente mostrava o seu cansaço e sua dor.
Seier estava perdida tentando entender o que acontecia. Até onde conseguia se lembrar, ela nunca tinha visto uma batalha onde o vitorioso saíra deste modo devido a uma virada, assim com Ultor acabara de fazer.
Seier: Isso... Como isso aconteceu...? Eu não consigo entender...
A cavaleira parava, quase imobilizada pensando em como aquilo poderia ter acontecido. Olhava com olhos desfocados para o vazio e em posição neutra de braços e pernas. E sua placa de defesa caída sobre a grama queimada do ultimo combate.
Ultor: Um guerreiro necessita de duas noções básicas para lutar: O ataque para ferir o seu oponente e a defesa para se proteger dos golpes dele. E depois de ter essas duas, coisas como velocidade, destreza, inteligência, reflexos ou até vigor são complementos para seu ataque e sua defesa.
Seier: Mas... Eu era mais forte...
Ultor: Na verdade, desde o começo da luta, eu não estava lutando tão sério, justamente para te fazer você baixar a sua guarda. Percebeu que você manteve seu escudo voltado para o lado oposto de mim? A paertir daí, tudo o que precisei fazer foi encontrar a melhor brecha para atacar.
Seier: Ah... então foi isso...
Eliza: O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!
A voz da bela dama ruiva chama a atenção dos dois para a entrada da trilha. Eliza estava afobada ao ver Danto caído e machucado e um homem que ela não conhecia que derrotara a cavaleira Seier.
Seier: Lady Eliza...!
Ultor: Eliza? Quem é você?
Eliza: Eu é quem pergunto! Quem é você?! Por que o Danto está desmaiado?! E onde está aquele bardo?!
Ultor: Ah! Então você é amiga de Danto? Fique tranquila, não sou seu inimigo, estava defendendo ele... Me chamo Ultor.
Eliza: Ultor... ah sim, Raid me falou de você. Sou Eliza, você pode me explicar melhor o que aconteceu depois.
Eliza corre até o corpo de Danto. As roupas do garoto estavam sujas de sangue que já havia secado. E, com um pouco de nojo, a maga azul remove lentamente a camisa do garoto com o rosto virado. Quado vira o rosto para analisar o tronco do garoto Eliza não consegue enxergar nem um ferimento se quer. Danto, misteriosamente estava com seu corpo totalmente curado.
O que havia acabado acontecer era um grande mistério. Danto estava curado. Por que? Ultor defendera a sua palavra e derrotara Seier em um duelo justo. Agora, todas as peças do lado de Stratet haviam sido derrubadas, a única restante era ela mesma. A sexta cavaleira real, Stratet Tsuno e sua lança lendária, Einhorn. A vitória parece estar próxima. O jogo está quase no fim. Terá Raid a capacidade de derrotar a sua ex-colega, Stratet?
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