Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Escarlate-(51)-As paredes da confiança, caídas.

 Os choques de suas espadas eram rápidos e fortes. Esta sequência era como duas correntes de asteroides se chocando. Os dois combatentes estavam em uma grande sincronia, pois, não havia um único golpe cego. porém, Seier não parecia lembrar de seu escudo, por isso, estava a fazer todos os movimentos com sua espada.

 Com um ataque rápido, Seier desfere um golpe violento de corte vertical descendente. Ultor o defende, porém, Seier, ataca novamente com grande velocidade, desta vez, com um corte horizontal da direita para a esquerda, atingindo o peitoral de Ultor, que não conseguira defender-se do golpe.
 Seier, então, começa uma sequência de cortes consecutivos. Primeiro, abaixa mais as suas pernas e corta horizontalmente da esquerda para a direita. depois, um estoque preciso no peitoral do oponente. Um um corte vertical da esquerda para a direita e um corte vertical ascendente.
 Seier: Não vais escapar!
 Ultor: Um homem de verdade não escapa de seus problemas, ele os derrota!
 Ultor então, consegue encontrar uma brecha e, visualizando o ataque de sua oponente, um estoque de pressão, defende o golpe, esquivando-se para a esquerda e, com um magnífico giro de sua longa lamina, joga aos céus a espada de Seier, desarmando-a.

      

 Ultor, apesar de estar com rasgos, cortes e algumas manchas de sangue em suas calças de couro e arranhões em seu peitoral de ferro, mantinha a calma e a habilidade, como se não estivesse ferido.
 A cavaleira não tirava os olhos de sua espada voadora que agora fincava-se sobre a grama do chão. Ultor, aproveitando também a guarda baixa de sua oponente, agora avança brava e fortemente como um búfalo em carga contra os seus inimigos.
 Ultor: E agora, a defesa!
 Com um movimento perfeito de seu corpo, Ultor executa uma estocada de pressão, porém, este ataque não visava Seier e seu corpo quase totalmente coberto pela a sua armadura de ferro, mas sim, a parte interna de seu escudo.
 Seier: Mas... Isso é...!
 A escudeira, tenta girar o seu corpo para bloquear o estoque do espadachim, porém, a velocidade e a precisão de Ultor são tão exemplares que a ponta de sua espada consegue acertar as alças de tecido do escudo de Seier.
 Arrebentando as alças de um escudo, não há mais como empunha-lo. Ultor sabia disto durante a luta e agora, ao usar as suas habilidades de espadachim, ele havia conseguido reduzir tanto o poder de defesa quanto o poder de ataque de sua rival para o mínimo.
 O hábil espadachim, então, afasta-se e, ao observar a sua oponente, a cavaleira Seier, agaixa-se um pouco e a finca a sua espada no chão para se apoiar. Um pouco ofegante, Ultor finalmente mostrava o seu cansaço e sua dor.
 Seier estava perdida tentando entender o que acontecia. Até onde conseguia se lembrar, ela nunca tinha visto uma batalha onde o vitorioso saíra deste modo devido a uma virada, assim com Ultor acabara de fazer.
 Seier: Isso... Como isso aconteceu...? Eu não consigo entender...
 A cavaleira parava, quase imobilizada pensando em como aquilo poderia ter acontecido. Olhava com olhos desfocados para o vazio e em posição neutra de braços e pernas. E sua placa de defesa caída sobre a grama queimada do ultimo combate.
 Ultor: Um guerreiro necessita de duas noções básicas para lutar: O ataque para ferir o seu oponente e a defesa para se proteger dos golpes dele. E depois de ter essas duas, coisas como velocidade, destreza, inteligência, reflexos ou até vigor são complementos para seu ataque e sua defesa.
 Seier: Mas... Eu era mais forte...
 Ultor: Na verdade, desde o começo da luta, eu não estava lutando tão sério, justamente para te fazer você baixar a sua guarda. Percebeu que você manteve seu escudo voltado para o lado oposto de mim? A paertir daí, tudo o que precisei fazer foi encontrar a melhor brecha para atacar.
 Seier: Ah... então foi isso...
 Eliza: O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!
 A voz da bela dama ruiva chama a atenção dos dois para a entrada da trilha. Eliza estava afobada ao ver Danto caído e machucado e um homem que ela não conhecia que derrotara a cavaleira Seier.
 Seier: Lady Eliza...!
 Ultor: Eliza? Quem é você?
 Eliza: Eu é quem pergunto! Quem é você?! Por que o Danto está desmaiado?! E onde está aquele bardo?!
 Ultor: Ah! Então você é amiga de Danto? Fique tranquila, não sou seu inimigo, estava defendendo ele... Me chamo Ultor.
 Eliza: Ultor... ah sim, Raid me falou de você. Sou Eliza, você pode me explicar melhor o que aconteceu depois.
 Eliza corre até o corpo de Danto. As roupas do garoto estavam sujas de sangue que já havia secado. E, com um pouco de nojo, a maga azul remove lentamente a camisa do garoto com o rosto virado. Quado vira o rosto para analisar o tronco do garoto Eliza não consegue enxergar nem um ferimento se quer. Danto, misteriosamente estava com seu corpo totalmente curado.

 O que havia acabado acontecer era um grande mistério. Danto estava curado. Por que? Ultor defendera a sua palavra e derrotara Seier em um duelo justo. Agora, todas as peças do lado de Stratet haviam sido derrubadas, a única restante era ela mesma. A sexta cavaleira real, Stratet Tsuno e sua lança lendária, Einhorn. A vitória parece estar próxima. O jogo está quase no fim. Terá Raid a capacidade de derrotar a sua ex-colega, Stratet?

Nenhum comentário:

Postar um comentário