Eliza caminhava na frente. Ultor e Danto estavam logo atrás. Quando a maga aproximava-se do portão, porém, ouve uma estranha voz após o muro de pedra. A dama de azul, então, ouvindo uma segunda voz, concluí que seria melhor esperar um pouco.
Ultor e Danto, chegando a seguir, seguem a feiticeira, que se esconde atrás do portão.
Eliza: Sssshhhh!
Os dois rapazes então ficam em silêncio esperando a próxima ação de Eliza. A dama então, faz o símbolo de ativação de magia com as mãos. Logo em seguida, após subir os convencionais cristais azuis, um silencioso vento ergue a maga no ar. Este vento leva e deixa Eliza no topo do muro.
Eliza: Earo...
Eliza flutuava de forma com que conseguia observar e escutar as duas pessoas do outro lado do muro de forma furtiva. A dama estranhava a visão que tinha. Só haviam duas pessoas do outro lado.
Um deles era um homem de cabelos espetados para trás, deixando uma franja. Roxo escuro, porém, brilhante como um veneno mortal. Seus olhos estavam sérios e serenos, era até possível acreditar que aquele homem não possuía sentimentos. O brilho de seus olhos era castanho claro. Por fim, suas orelhas, eram estranhas, mas, aquela pessoa possuía orelhas um tanto pontiagudas.
Trajado de uma armadura de placa sobre seu peitoral, ombros, pernas, luvas e, no braço direito ele estava. Fora estes lugares, quase todo o seu corpo era coberto por uma malha verde clara, feita, aparentemente, por algum tipo de aço. As placas, porém, possuíam uma coloração mais escura, exceto na ombreira e no bracelete direitos.
O peitoral de sua armadura tinha o que parecia ser a cabeça de uma cobra entalhada com suas presas que desciam pela barriga, descoberta pelas placas mais grossas. Sua ombreira esquerda tinha o formado de uma simples esfera enquanto que a ombreira direita era como um cristal porém com uma coloração quase dourada, um amarelo metálico. A mesma coloração estava presente no seu bracelete, que tinha um formato de um polígono de sete lados. Suas pernas, porém, eram como grandes patas de réptil, porém, feitas de aço.
Conversando com este estava uma segunda pessoa, trajada de um manto bege amarelado com alguns detalhes nas mangas e capuz de core amarela bem forte. No seu capuz, porém, era visível, em amarelo, o símbolo da Víbora. Esta pessoa estava a segurar um longo cajado com um punho encapado com um tecido vermelho sangue. Na ponta, porém, detalhes feitos um metal dourado assemelhavam-se a uma boca de uma cobra que envolvia uma esfera negra flutuante.
Eliza não conseguia identificar nem uma característica física da segunda pessoa, pois, o manto cobria todo o seu corpo. Por fim, após analisar o que podia com os olhos, a dama resolveu usar os ouvidos.
Homem: O plano ocorreu completamente como o planejado. Agradeço novamente por sua cooperação, senhorita Námina.
Námina: Hmm? Então a sua armadilha funcionou?
Homem: Sim. E, como planejado, consegui capturar não só um, mas dois cavaleiros reais. Ou seja, Rarssenal-
Námina: Perderá dois dos seus lendários cavaleiros reais. Você já me disse isso. Parabéns a você e o seu império, Dracóla, mas, e quanto a minha parte do trato?
Homem: Ah sim. A garota Eliza! Ela está no grupo de viajem destes dois. Seu acampamento está montado pouco longe daqui, porém, tenho certeza que ela venha procurar seus companheiros em breve.
Námina: Haha! Isso seria perfeito! Poder acabar com aquela traidora bem aqui! Em meus domínios!
Homem: Hahaha! Sim, senhora. Mas agora, gostaria de pedir a sua permissão para executar os meus inimigos.
Námina: Ainda não. Para uma besta sagrada, um guerreiro de elite, você é bem agitado. Acalme-se. Assim que eu tiver minha vingança sobre aquela asquerosa da Eliza, você pode fazer o que quiser com os cavaleiros reais. Ou será que você quer quebrar o nosso trato e acabar como uma estátua de pedra, meu querido?
Homem: Claro que não! Está bem. Posso esperar. Creio que esses cavaleiros ficarão seguros em suas masmorras, Senhorita Námina.
Námina: Pois bem, senhor Yad. Vou avisar meus filhos sobre a situação, logo após, voou estar em meus aposentos. Mas, se quiser um pouco de diversão, pode ir até meu quarto mais tarde.
A mulher olhava para Yad com um sorriso sedutor enquanto adentrava em seu castelo. A boca era a única parte do corpo de Námina que não estava coberta pelas sombras.
Eliza então regride para o chão novamente após ouvir toda a conversa. Ultor e Danto ficaram completamente quietos até este momento. Yad? Besta sagrada? Dracóla? Estas palavras pareciam familiares para a feiticeira trajada de azul. Mas, e quanto à Námina? Por que será que a mesma queria tanto assim vingar-se de Eliza? A mercenária não estava presente em lugar nem um das memórias de Eliza. O que tudo isso significa?
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