Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Escarlate-(33)-Constelação de memórias.

 Por mais que não parecesse, o voo de Safira transformou uma viajem que antes durara dias em uma passeio que levará cerca de algumas horas, atingindo quase o tempo de Safira começar a se cansar.
 Ao se aproximar do acampamento, Raid então resolve descer e terminar o percurso a pé, pois, Eliza com certeza não esperaria a volta dos dois montados em uma grande dragão azul, portanto, não se pode prever o que a dama faria se avistasse um desses a pousar próximo ao seu acampamento.
 Com mais alguns minutos de caminhada pela mata, já deveriam ser em torno de 4:00 da manhã, e, por mais escura que a noite pudesse ser, as estrelas e a grande lua crescente iluminavam o caminho do grupo.
 Ao chegar na clareira onde se encontrava o acampamento da dama ruiva, Raid faz um sinal com o dedo indicador na frente da boca, que queria dizer para Danto e seus dragões fazerem silêncio.

 Raid dá mais alguns passos avançando na direção da cabana quando para de andar,e, em seguida, joga a sua mochila no chão e abre-a em poucos segundos. Danto, confuso, para e, com um sinal de sua mão, pede aos seus companheiros que parem também.
 Após alguns instantes de espera e de atenção, Raid dá um salto para trás, porém, no percurso, enfia uma de suas mãos dentro da mochila, e, de lá retira algo, algo que não consegue ser identificado ao primeiro momento devido ao vulto que se tornará enquanto se movia junto com Raid.
 Caindo no chão após um rolamento, ouve-se o som de vários pequenos impactos em Raid, porém, parecia que ele havia usado o item que retirará da mochila para bloquear os ataques.
 Após uma segunda análise, Danto consegue identificar que Raid estava equipando um escudo, mais precisamente, um broquel, em seu braço esquerdo e usado-o para se defender de coisas que pareciam ser navalhas voadoras, mas, de onde elas vieram?
 Voz: Seu maldito!!! Demorou de mais!!!
 Raid ao voltar a ficar de pé, e baixar o escudo olha para cima da cabana.
 Raid: Desculpa, desculpa...é que rolou uns problemas lá m-
 Danto, ao olhar para o topo da cabana, descobre o paradeiro de Eliza, que estava sendo iluminada pela luz da lua o que realçava a imagem dela. Esta imagem, por acaso, era muito parecido com a primeira vez que o garoto haveria conhecido Eliza, que, no momento portava o mais nobre presente que Danto já haveria ganho, Lezvie.
 Eliza: Que tipo de problemas?
 Raid: Bom, é difícil explicar, mas, tem um lado bom nisso, olha aqui!
 Raid, novamente aproxima-se da sua mochila e tira um saco que emitia um típico som de tilintar de moedas. Raid joga-as para Eliza em poucos segundos.
 A dama apanha o saco e, em seguida, abre-o.
 Eliza: Espera, 3000 sogs! Em quantos trabalhos você meteu aquele moleque??!
 Raid: Na verdade, foi um trabalho só, mas, no caminho nós encontramos essa belezinha aqui!(sorrindo)
 Safira sai das sombras da cabana e se apresenta à Eliza. Danto acompanha a dragão, e, se apresenta também.
 Danto: Oi, Eliza! Essa é Safira, a dragão que nós protegemos e resolveu vir conosco!
 Eliza: Danto...Bom, se você quer ficar com ela...(virando o rosto)
 Danto: Obrigado, Eliza!...E....você me desculpa por ter demorado tanto...?
 Eliza: Não tem problema.(descendo do telhado) Essas coisas acontecem, agora, vamos entrar e dormir o resto da noite que ainda temos?
 Danto: Sim!
 Raid: Claro!
 Eliza, Danto e Raid então adentram à cabana e, após arrumarem suas camas e um lugar para que Safira dormisse do lado de fora, finalmente vão rumo ao sono e aos sonhos.
 Ao deitar, Danto sente como se o seu corpo estivesse sendo revigorado, pois, se parar para pensar ele não parará para descansar nem mesmo uma vez desde a manhã daquele mesmo dia.
 A cabana onde estavam era relativamente grande, e, após Eliza e Raid darem boa noite a Danto, os dois põem-se a conversar fora da cabana.
 Eliza: E então? Como ele se saiu?
 Raid: Bom, eu fiquei impressionado com ele. Pegou em uma espada pela primeira vez faz pouco tempo, e já venceu uma grande quantidade de bandidos do Presa azul, um golem de pedra e quase derrotou uma caçadora conhecida em todo o reino...
 Eliza: Isso é bom....Mas e ai? O que foi que atrasou vocês tanto?
 Raid: Bom...
 Raid, conta toda a história que havia passado próximo e dentro de Ennalta, sem esquecer de mencionar Ultor, Sokonei, Safira e nem mesmo o misterioso ''ele'', que ouvira na taverna. A noite já estava em seu final e após mais alguns minutos de conversa, ambos vão para suas camas.
 Após Raid entrar e aproximar-se e sua cama, ele olha para a pequena janela que havia ao seu lado e, deitado, observa o céu estrelado avistando uma constelação que lembrava muito um unicórnio. Por mais banal que aquilo pudesse parecer, para Raid, aquela imagem que a sua própria imaginação criou automaticamente ao usar os pontos brilhantes no céu como referência, despertava lembranças profundas no guerreiro.
      
 Raid: Imagina só como seria...se eu te encontrasse de novo...
 Por mais que Raid tentasse esquecer, um nome ecoava infinitamente na sua cabeça, um nome que fazia seu coração tremer, e, também trazia-o mais memórias das quais ele, a muito, tenta se esquecer.
 Um nome, apenas um nome era necessário para fazer uma lágrima nascer no rosto do guerreiro. Um só nome ecoava infinitamente em sua mente, Stratet...

Nenhum comentário:

Postar um comentário