Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Escarlate-(35)- A poesia profética.

 Ao apreciar o carinho e o abraço de Eliza, Danto resolvera pôr-se a deitar-se com a maga logo após o término do abraço caloroso. O fato de estar lá, desta vez muito próximos um do outro, gera para Eliza uma espécie de confiança e traz à ela a chance de se lembrar de alguns de seus momentos com o garoto.
 Eliza:...Ei, Danto...
 Danto: O que foi, Eliza?
 Eliza: Desculpa se alguma vez eu me irritei com você, ok...?
 Danto: Se irritou comigo? Não me lembro de nem uma vez...
 Danto dizia isso da boca para fora, pois, conseguia se lembrar completamente da primeira vez que conversara com a mulher. Pois, mesmo não sabendo porque, não conseguia se esquecer de nem um momento se quer que haveria passado com Eliza.
 Eliza: Eu sei que você se lembra... 
 Danto:...
 Eliza: Mas se ainda quer saber por que eu fugi de casa...
 Danto: Eliza, se existe algo que você não se sente confortável em me contar, não precisa me contar. Faça o que o seu coração achar que deve ser feito.
 Eliza então contempla um lindo sorriso no rosto do garoto. Um sorriso cheio de inocência e de alegria. Tal sorriso, por mais que não parecesse, mexeu com Eliza. Os olhos da dama ficaram desfocados e perdidos, quando, os lábios de Eliza começam a se mover lentamente.
 Eliza: Dan...to...na verdade...você é...
 Um som estranho para os ouvidos de Danto invade a cabana em poucos segundos interrompendo a fala de Eliza.
 Danto: Mas, o que...?
 Eliza: O Raid tá lá fora!
 O garoto levanta-se desesperadamente e, em poucos segundos, corre na direção da porta da cabana. Eliza, acompanha-o um pouco atrás e, cabisbaixa, avança rapidamente até a porta. Quando o samurai consegue se retirar de dentro da cabana, depara-se com uma visão de algo que ele mesmo nunca imaginara que iria ter a oportunidade de ver.
 Lá estava Raid, em pé, com uma expressão de espanto no rosto. A sua frente estava uma mulher, uma mulher vestindo uma roupa muito incomum para os inocentes olhos de Danto. 
 Uma mulher com longos e lisos cabelos de cor castanho alaranjado. Vestia um tope de tecido com um tom de laranja e largos shorts da mesma cor, ambos com barras amarelas. Por debaixo destas vestimentas, malha de ferro cobria quase todo o seu corpo, as únicas exceções eram o pescoço e a cabeça. Haviam ombreiras redondas de ferro com marcas amarelas que se formavam pela junção de um triângulo e uma curva. Em seus antebraços, placas de ferro para a proteção que acompanhavam luvas de ferro como as de Raid. Por fim, as batatas das suas pernas ganhavam o mesmo privilégio de possuir a proteção de placas de ferro que, por sua vez, possuíam as mesmas marcas que a sua ombreira. A mulher pisava a grama com botas de ferro.
 Raid: N...Não é possível...(tremendo de horror)
 A mulher que estava cabisbaixa até então, ergue a cabeça e olha diretamente nos castanhos olhos do cavaleiro renegado.
 Mulher: Raid...então você lembra de mim...?
 Eliza: Ela...não pode ser...
 O rosto daquela mulher era belo como as luzes de um céu estrelado em uma noite escura. Seus olhos eram verdes como as mais puras folhas do mais belo dos vales.
 Raid: Não...Não acredito nisso...
 Danto, então corre para a frente de seu amigo e abre os braços com um gesto de proteção.
 Danto: Não importa quem você seja, não dê mais nem um passo!!!!
 Eliza: Danto, não!!!!
 Mulher: E quem é você? Ah, então Eliza também estava aqui...
 Por mais que Danto tivesse advertido à misteriosa mulher que não avançasse mais, a mesma se recusara a obedecer.
 Danto: Eu disse pra ficar longe dele!!!!!!!!!
 Mulher: E o que você vai fazer para me impedir? Por acaso sabe quem eu sou?
 Danto: Sua....Não, não sei...mas...
 Raid: Danto, sai do caminho dela! Esse é um assunto nosso.
 Raid, já levantado, parecia estar novamente recuperado. Danto olha nos olhos do ex-cavaleiro e consegue sentir a confiança que aqueles olhos castanhos como a mãe terra lhe passavam. Em seguida, Danto volta para o lado de Eliza.
 Raid: Nunca pensei que iria te ver de novo. O que veio fazer aqui?
 Mulher: Você sabe bem o que vim fazer. Esqueceu que eu ainda sigo as ordens de vossa majestade?
 Raid: A rainha? Qual é a ordem que ela te deu?
 Mulher: De trazer você de volta para o reino. Encontrei a sua localização ao receber a informação de que o grande bando Presa Azul tinha sido derrotado. Sabíamos que a base deles era aqui perto, e os relados diziam que apenas um homem e um garoto dizimaram todos os integrantes. Apostei que esse homem fosse você, e que tinha lutado com eles só para poder deixar esta sua garotinha mais segura, estou certa?
 Raid: Parece que você se lembra de mim muito bem...
 Mulher: Que bom que percebeu, agora, me diga, vai voltar comigo sem paz, ou terei que te forçar?
 Raid: Já disse para a rainha que jamais iria servi-la de novo, pois, não sou digno de tal tarefa e você sabe disso.
 Mulher: Que pena. Raid, você é tão previsível, sabia? Bom, de qualquer forma...
 "Quando o enorme titã terminar a sua vida
  e um novo tomar o seu lugar,
  um gesto dará o sinal de partida
  e, todos aqueles que desobedecem a ordem do destino,
  terão de finalmente lutar."
 Com a poesia jogada para Raid, a misteriosa mulher dá as costas para o cavaleiro e lança um assovio ao ar. Assovio que logo atrai um belo cavalo marrom. Após a mulher monta-lo, ambos desaparecem em meio à mata ao seu redor.
      
 A luz do sol da manhã decaía sobre Danto, Eliza e Raid. Porém, a preocupação e o mistério pairava no ar. Danto não teve a chance de lutar um único segundo contra aquela mulher, porém, conseguiu perceber somente pelo seu olhar que ela estava em um nível muito acima dele. O quão forte seria esta mulher? Alias, quem na realidade poderia ser aquela misteriosa dama de armadura? E qual poderia ser a sua relação com Raid? O que será que aquela bela poesia queria dizer?

3 comentários:

  1. Aaaaa, comentei... agora # partiu Grand Line
    Sem vontade
    Fireboy..

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  2. muito bom rapha !!!!!!
    Apesar de eu já saber quem é a tal mulher !!
    kkkkkkkkkkkkkkkkk

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