Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Escarlate-(40)-Um instrumento, infinitas canções.

 Enquanto Raid lutava a intensa batalha contra a cavaleira Stratet Tsuno, Danto lidava com outros problemas. Vate, um bardo amante de armas. Era estranho para  Danto ver um homem que se chamava de guerreiro e dizia entender de armas com uma harpa tocando uma melodia um tanto quanto calma.
      

 Vate: Certo! Então está decidido! Pode vir pequeno guerreiro!
 Danto estava um pouco inseguro, pois, não fazia ideia de como aquela harpa poderia ser usada. Portanto, pensou em usar um ataque a longa distância. O melhor para isto era Fred, com a sua habilidade de disparar raios de luz.
 Danto então corre na direção do oponente e ataca-o com o corte horizontal da direita para a esquerda, golpe este unido a um salto. Vate,sem parar de tocar a sua melodia, porém, com um simples agachamento, esquiva-se do golpe. O semi-samurai, ainda no ar, após ultrapassar o oponente, lança um comando.
 Danto: Fred! Agora! RAIO DE LUZ!!!
 Por mais alto que o jovem gritasse, nada acontecia.
 Vate: Então, garoto, qual é a ideia por trás desta evocação?
 Danto: Droga! Por que ele não veio?!, Certo, Safira! Mas o que?!
 Safira, ao lado da cabana, estava caída, dormindo em sonos profundos. "Dormindo? Porque? No meio da luta?! Eu disse pra eles ficarem todos preparados pra lutar! O que está acontecendo aqui?!" eram as palavras que passavam pela cabeça do garoto ao ver aquela cena.
 Após uma melhor análise, Danto percebe Babi também a dormir deitada nas costas da grande Safira. E Fred também deitado em uma das janelas da cabana dormia de modo que nada no meio exterior o afetava. O cavaleiro de dragão se perguntava o que estava acontecendo e, sem perceber, deixa escapar os seus pensamentos.
 Danto: Mas...?Mas por que?? O que tá acontecendo?!
 Vate: Oh, belo garoto, deixe-me te explicar...
 Danto: Hã?! Ah, então eles estão dormindo por sua causa?!
 Vate: Precisamente. Como vê, eu sou um bardo, vivo de canções e isso é o que eu faço de melhor. Ora, se faço algo tão belo tão bem, então por que não posso transformar essa bela arte da música em uma arte de batalha letal?
 Danto: Então...
 Vate: Minhas músicas tem propriedades que me ajudam a lutar, esta, por exemplo, é a minha canção de ninar que acalma a aura de qualquer monstro que a ouvi-la e bota esses monstros para dormir!
 Danto: Então é assim que você usa essa coisa como arma!
 Vate: Exato.
 Danto: Então quer dizer que você pode lutar a uma distância muito longa em que eu não consigo...(cabisbaixo)
 Vate: Sim, poucas mercenárias já conseguiram me vencer, já derrotei até algumas cavaleiras sozinho e, você é só um garoto, ou seja, está em uma enorme desvantagem...
 Danto então agacha-se e abaixa a cabeça. Com uma das mãos no chão e a outra ainda com a sua kataná empunhada. Parecia que era um desistência. O garoto realmente parecia não saber como lidar com isso.
 Danto: Você tem razão, estou em grande desvantagem...
 Quando todas as cartas insinuavam que Danto iria desistir, porém, em um rápido movimento, usou a sua posição, que era muito semelhante a uma posição de largada de corrida, para ganhar impulso e avançou correndo em alta velocidade na direção do oponente.
 Vate impressiona-se com a velocidade e com a ousadia do movimento, porém, após mirar o alvo com a harpa, toca uma rápida nota com as cordas de seu instrumento. Por mais comum que parece-se o som daquela nota, era, para Danto, bem irritante.
 A mesma nota parecia-se mais com uma onda de um vento muito poderoso. Aquela mesma nota transformara-se em uma potente onda sônica que empurrara o semi-samurai para longe até chocar as costas com uma árvore.
 Danto: M-Mas...?...Como assim?!
 Vate: Simples: Como um bardo, minha habilidade consiste em tocar músicas mágicas para lutar, porém, a minha harpa possuí um encantamento que permite-me ampliar o poder das ondas se som desta para poder usar notas como um ataque. Ótimo para situações como essa!
 Danto: Encantamento...certo...(se levantando)
 O Semi-samurai agora estava com problemas, aquele ataque o fizera atingir a árvore e debilitar as costas. Vate estava na vantagem, porém, o olhar de Danto era vigoroso e flamejante de coragem, assim com o seu valente coração.
 O poderoso bardo, porém, finaliza a sua música com a harpa, e, em seguida começa uma nova canção, essa misteriosa e mais profunda, e bem dramática.
 Danto: Outra música?
 Vate: Preciso, meu jovem. A ultima canção que eu você ouviu era a "Canção de ninar", um antigo canto dado aos humanos pelo deus Nïlä, deus da fertilidade e do crescimento. E esta, é a canção de Nero.
 Danto: Canção de Nero? O que ela faz?
 Vate: Ora! Olhe para si mesmo e descubra.
 Danto: Mas...?!
 Danto então percebera que começara a sentir-se muito cansado, era um cansaço estranho, não era incrível a ponto de não poder mais se levantar, porém, não era tão pouco a ponto de ser proveniente apenas do pequeno trecho da luta que acabara de fazer.
 Danto: Deixa eu adivinhar, a sua canção faz com que os guerreiros que a ouvirem fiquem cansados e fracos gradualmente, né?
 Vate: Exato! A canção de Nero! Nero foi uma guerreira lendária, mista de deusa e humano,  filha de Sotarkia, a nossa deusa da guerra. Foi uma guerreira nata e habilidosa, tinha a bravura e a força de sua mãe, mas também a serenidade de seu pai. A estratégia de luta dela era admirável, ela lutava sem pressa com as suas oponentes e, durante as lutas, ia enfraquecendo pouco a pouco as oponentes até chegar a um ponto em que podia vencer facilmente as oponentes cansadas. A canção de Nero é uma música criada para louvar essa semi-deusa, porém, com um pequeno toque meu, ela torna-se uma canção com o poder de fazer meus inimigos enfraquecerem lentamente como se estivessem lutando contra essa guerreira épica!
 Danto: ...
 O semi-samurai, após se deslumbrar quanto a lenda contada pelo seu rival, recupera o foco e volta para a sua posição de batalha. Vate, sem parar de tocar, se admira com a bravura e a resistência do garoto.
 Vate: Mudando de assunto, devo admitir que o modo como você usa essa arma é muito interessante, mesmo sendo uma arma muito semelhante a uma das que eu tenho, você a usa de um modo completamente diferente do que a ex-dona daquela lamina...
 Danto, ignorando tudo o que Vate falara, avança na direção do oponente.
 Danto: Se acha tão interessante, que tal se eu te mostrar como ela pode doer??!!!!
 Vate: Seria maravilhoso...
 Vate toca novamente uma nota encantada criando uma poderosa onda sonora exatamente como da ultima vez. Danto, porém, ainda antes de que Vate pudesse lançar o seu ataque, desvia de sua rota de colisão e faz uma curva, posicionando agora à esquerda do oponente.
 Atrás de Danto, porém, encontrava-se a cabana de Eliza. Mesmo após o desvio de Danto, o garoto é arremessado contra a cabana pela onda de som, que dessa vez, mostrou ser um ataque que executa-se e vai se expandindo não como um raio, mas sim, como uma explosão.
 Danto é repelido na direção da cabana, porém, finca a Lezvie o mais rápido possível no chão salvando assim a cabana de Eliza de um impacto violento.
 Danto: Então o seu ataque é expansivo...
 Vate: Sim. O som nada mais é do que um conjunto de ondas, e as ondas sonoras comportam-se como as ondas de um lago, vão para todos os lados, ou seja, é impossível para você desviar desse meu ataque, defender é inútil uma vez que elas só te empurram, não são feitas para causar danos!
 Ao ouvir isso, Danto lembra-se da canção na qual Vate estava a tocar. E percebe que estava duas vezes mais cansado do que estava ha alguns segundos atrás.

 A canção que de uma heroína épica e a canção criada por um poderoso deus. Qual canção poderia vir a seguir? O que uma pessoa pode fazer para se defender contra ondas sonaras e canções mágicas? Era o que o semi-samurai se perguntava. Será que Vate, o habilidoso bardo teria mais cartas na manga? Será que Danto não teria cartas para revidar? Lezvie, fincada no chão, refletia a luz da manhã com uma beleza incrível. O brilho que raras espadas tinham durante uma luta. A bela melodia da canção de Nero tocava no durante o desenrolar da batalha.

2 comentários:

  1. Persebo q nesse testo vice so usou o feminino de guerreiro, esta tentando faze um mundo puxado para o feminism?
    Curioso.
    Fireboy

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    1. Na verdade, se você olhar de novo, verá que só nas falas de Vate ele usa no feminino. Isso se deve ao fato de que ele vive SIM em um mundo feminista, o reino de Rarsenal é sim um reino feminista.
      Se você prestar atenção nesses e outros detalhes, com o tempo vai entender algumas coisas interessantes.

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