O ataque, por mais que certeiro, causara um ferimento não muito profundo, porém, que não podia ser ignorado. Após o ataque, Seier se afastou rapidamente e voltou a sua posição de guarda com o seu escudo.
Danto então, após alguns segundos, depois de entender o que tinha acontecido, volta novamente à sua posição de batalha.
Seier: Garoto, não se preocupe, você não vai conseguir me tocar de jeito nem um...
Danto: Como assim?
Seier: Simples, olhe só para você. Você é um simples garoto, não tem um mínimo de experiência. E, não se esqueça que você é homem também. Enquanto eu sou uma cavaleira, treinada e com mais expetiência...
Danto: Você está duvidando de mim?!
Seier: Não, eu simplesmente sei que você não tem chance.
Neste momento, o coração de Danto é consumido por uma estranha raiva. Danto odiava quem o menosprezava. Logo, Danto, consumido por esta raiva, avançou novamente na direção da escudeira. Com um rápido corte diagonal descendente da esquerda para a direita, Danto acerta novamente o escudo da cavaleira.
Seier, porém, faz o mesmo que da última vez, bloqueando e desviando a espada do garoto. Desta vez, Danto, reverte a situação com um rápido giro em torno de seu próprio eixo, gerando um corte horizontal da esquerda para a direita, libertando a sua espada. A guerreira, porém, move a sua espada de forma a defender o golpe do garoto.
O jovem então, modifica o seu golpe e muda-o para um estoque direto no peitoral de Seier. Ao avançar, o garoto sentia um grande orgulho por, poder provar para aquela renomada cavaleira do que era capaz, porém, ao auge de seu ataque, sente algo estranho e, seu corpo automaticamente para de se mover.
Seier: Eu te avisei. Atacar sem pensar não te leva a nada. Você não recuou quando estava ao alcance da minha espada então perdeu esta luta, jovem Danto...
A cavaleira havia aproveitado a brecha e a curta distância para estocar sua espada no ombro do inimigo. O ataque parecia ter acertado em cheio algum ponto vital do jovem.
Seier remove calmamente a espada do ombro de Danto. O garoto imediatamente cai ao chão. Danto não podia ver muito mais do que a grama de cor escarlate manchada com o sangue do próprio garoto. Era uma dor insuportável, nem mesmo Danto sabia como estava conseguindo aguenta-la.
Danto estava ensanguentado e de joelhos, porém, Seier não mostrava uma única alteração em seu rosto. A cavaleira não fazia mais do que friamente observar o belo brilho que o sangue escarlate de seu inimigo tinha ao refletir a bela luz da manhã.
Quando Seier finalmente cansa-se de observar o brilho do sangue do garoto, vira-se de costas, e, antes que pusesse dar um único passo, é surpreendida pelo garoto que se erguera subitamente e, empunhara novamente a sua espada.
Danto: E-Eu não perdi ainda...(Sua voz estava diferente, parecia um pouco mais grossa, selvagem.)

Danto não fazia ideia de onde estava tirando forças, mas sentia um enorme aumento em seu poder. Como será que o garoto conseguira se levantar depois de um golpe tão violento? Será que agora, alguém estaria a controlar o corpo de Danto? E Seier? Pela primeira vez naquela luta, a cavaleira estava perdida. O sangue escarlate do bravo guerreiro que brilhava com a luz do sol, fervia como uma chama desconhecida e misteriosa.
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