Um reencontro pode ser o nascimento de uma nova jornada.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Escarlate-(71)- As armas da sacerdotisa.

 A ladina avançava rapidamente na direção de Eliza. Quando o ataque das duas adagas parecia ser certeiro, a dama ruiva, com um ágil movimento, consegue bloquear ambos os ataques, tanto com o seu broquél quanto com o seu sabre.
 Sim, o sabre com guarda e pomo dourados de Eliza pela primeira vez era empunhado. Sua lamina era fina e prateada reluzente. Assemelhava-se a uma rapieira, porém, com uma guarda diferente.
 Logo em seguida, um forte vento afasta Klino de Eliza. A magia Earo fora invocada, porém, diferente do normal, nem um cristal azul mágico apareceu.

 Klino: E-Essa espada... por que tão fina...? Mas o que é isso?
 Eliza: Este sabre, minha cara, assim como este broquél são heranças da minha família. O sabre, Tueur! E o broquél, Grade!
 Klino: As... as armas da sacerdotisa Brave?! Não pode ser! Dizem que há muitas gerações, a fundadora da família Brave, Astrali Brave I, forjou estas armas sozinha e, as encantou com alguns dos seus melhores feitiços!
 Eliza: Você parece entender bem de história. Eu, pessoalmente odeio usar espada ou arma de corte qualquer. Mas você não me deixa escolha.
 A feiticeira avança na direção de Klino para golpeá-la com Tueur. A ágil garota, porém, com uma de suas adagas, bloqueia o ataque e, automaticamente, contra-ataca com a outra adaga.
 Eliza, rapidamente, ampara o contra-ataque com o seu broquél e contra-ataca com o seu sabre. E desta forma, as duas entram em um ciclo vicioso. Todo ataque lançado era bloqueado e contra-atacado, recomeçando o ciclo.

 Dentro do plano de Eliza, porém, Apenas Ultor parecia ter conquistado a tarefa de penetrar na fortaleza de Námina sem ser encontrado. Antes que o trio pudesse separar-se, cada um decidiu a maneira na qual tentaria adentrar no castelo.
 Eliza tentaria entrar pela lateral voltada para o mar, Danto, pelos fundos onde havia uma grande torre visível, o espadachim, Ultor, por fim, decidira entrar pela porta da frente. O risco era grande, mas, mesmo que falhasse, Ultor poderia servir como uma boa distração.
 Ao abrir o grande portão com um velho apetrecho de arrombamento, o espadachim não avista uma única pessoa até a porta da construção principal. Não fora difícil entrar no hall do castelo, pois, o portão da construção principal estava simplesmente destrancado.
 Ultor: Isso tudo é muito estranho... Até aqui dentro não tem uma alma viva...
 Ultor agora encontrava-se no mesmo hall que a jovem Klino passara anteriormente. Este, então percebe a existência de algumas portas dos dois lados do hall. Do lado esquerdo, haviam placas de madeira sobre cada porta.
 A primeira havia um símbolo de duas espadas talhadas na madeira. Nas outras duas, porém, as placas eram lisas. O homem, ao pensar um pouco, decide entrar na segunda porta, pois, a primeira, obviamente deveria ser a sala de armas.
 Ultor: Ninguém constrói masmorras perto de uma armaria. Se os prisioneiros conseguirem fugir, a primeira coisa que conseguiriam seriam armas... Dessa forma...(abrindo a porta, também destrancada)
 Sim, o vingador não era apenas um habilidoso espadachim. Ultor era dotado de uma grande inteligência e facilidade para resolver problemas. Costumava sempre treinar o seu cérebro com problemas matemáticos, e lógicos com o seu pai quando era criança, mesmo que todos considerassem esses conhecimentos inúteis para um guerreiro.
 De fato o espadachim estava certo. Ao abrir a porta, uma grande sala surge diante de Ultor. A terceira porta de escolha dava para a mesma sala. Porém, essa era estranha. Nada, não havia simplesmente nada na sala. Ao não ser, uma grande placa de perda no canto do local.
 Ultor: Bom... Essa placa é grande de mais pra ser qualquer coisa... Acho que vou...(Aproximando-se e agachando) Tentar...Mover ela...
 O astuto homem conseguira mover a enorme placa. O que era revelado era algo que fizera Ultor sorrir como se tivesse recebido a nota máxima em um teste.
 Ultor: Haha! Parece que eu não estou tão enferrujado não é?
 Sim, Ultor encontrara nada menos do que a entrada para as masmorras no subterrâneo. O espadachim estava a poucos passos de encontrar com Stratet e Raid.

 Por fim o trio parecia estar aproximando-se do seu objetivo. Stratet e Raid estavam perto de ser resgatados, mas, tudo aquilo parecia fácil de mais. Ao não ser por Eliza, que empunhava pela primeira vez as suas armas ancestrais, ou Danto que defrontava um garoto misterioso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário